filme de joaquim pedro de andrade
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual em Campo Grande
Campo Grande sedia festival nacional de cinema da diversidade
Durante três dias o público poderá assistir a 14 filmes, de graça, e participar
de debates sobre cultura, comportamento e tolerância sexual
Pela primeira vez, a Capital de Mato Grosso do Sul entra para o calendário nacional do Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, trazendo os mais premiados filmes na 18ª edição. O Festival será realizado nos dias 9, 10 e 11 de setembro, no Museu da Imagem e do Som – MIS com a exibição de 14 filmes entre curtas e longas-metragens, além de debates e mesa redonda sobre cultura, mercado e militância.
O objetivo do Festival, segundo o organizador local, Leandro Marques, é promover o acesso à sétima arte a partir de roteiros atuais. “As pessoas daqui gostam de cinema e gostam de cultura, é uma pena termos perdido o Festival de Cinema de Campo Grande e o Cinecultura, dois totens do cinema Cult e alternativo. Nossa proposta em trazer esse Festival Nacional para o Estado é, primeiramente inserir Campo Grande em um contexto macro, já que temos produção cinematográfica local e, também oferecer à população o acesso a filmes que estão fora do circuito comercial, mas possuem toda uma linguagem e uma carga de roteiro muito interessante”, explica Leandro.
Há 18 anos o Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual utiliza a sétima arte para abordar temas polêmicos como homofobia, tolerância, afetividade e sexualidade. Sem a proposta de fazer apologias, conduz o participante a uma visão mais amplificada sobre a sociedade atual, refletindo nos reais valores, conceitos e preconceitos, a partir da abordagem direta, ousada, polêmica, mas nada hipócrita apresentada nos filmes.
Na programação, o participante irá se surpreender com atores globais como Ana Paula Arósio e Murilo Rosa em personagens gays no longa Como Esquecer, de Malu Martino. Irá acompanhar depoimentos e entrevistas com celebridades nacionais e internacionais como Liza Minnelli, Ney Matogrosso, Nelson Mota e Cláudia Raia, no documentário de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, Dzi Croquettes. Assistir a produção regional Lados Dados, dirigido por Breno Benetti, que foi rodado em Mato Grosso do Sul, como também ter acesso a diferentes óticas sobre a temática GLS em filmes brasileiros e estrangeiros.
Confira a Programação:
9 DE SETEMBRO – SEXTA
18h – LADOS DADOS (estréia curta regional)
19h – ABERTURA FESTIVAL
20h – DZI CROQUETTES
22h – DEBATE CONVIDADOS
19h – ABERTURA FESTIVAL
20h – DZI CROQUETTES
22h – DEBATE CONVIDADOS
10 DE SETEMBRO – SÁBADO
17h – MOSTRA COMPETITIVA I (Curtas)
· Eu não quero voltar sozinho,
· Handebol,
· Eu e o cara da piscina,
· Aviário,
· Luz
19h – PALESTRA/DEBATE
21h – SEXY BOYZ
21h – SEXY BOYZ
11 DE SETEMBRO – DOMINGO
17h – MOSTRA COMPETITIVA II (Curtas)
· Bailão
· O capitão chamava carlos
· Não me deixe em casa
· O bolo
· Mais ou menos
19h – PALESTRA/DEBATE
20h – COMO ESQUECER
20h – COMO ESQUECER
Serviço
18ª Edição do Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual
Dias: 09, 10 e 11 de Setembro
Horários: sexta a partir das 18 horas, sábado e domingo a partir das 17 horas.
Local: MIS - Museu da Imagem e do Som. Av. Fernando Corrêa da Costa, 559 – 3º andar. Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul.
Ingresso: entrada GRATUITA (maiores de 18 anos) assentos limitados
Veja os trailers e sinopses no site: www.f5coletivo.com.br
Realização: Leandro Marques | Organização: F5 Coletivo | Apoio Cultural: Taxi – MIS – Fundação de Cultura de MS – Governo do Estado – Fundac – Prefeitura de Campo Grande
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
mau humor crônico é doença e exige tratamento
KARINA KLINGER
free-lance para a Folha
Mau humor pode ser doença --e grave! Um transtorno mental que se manifesta por meio de uma rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado famosa por viver resmungando "Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar".
Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. "Enquanto a pessoa com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando", diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC).
O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos reclamam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico reclama até se ganha na loteria. "Não fica feliz, porque começa a pensar em coisas negativas, como ser alvo de assalto ou de seqüestro", diz o psiquiatra Antônio Egídio Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Se você conhece alguém assim, abra os olhos da pessoa, porque raramente o distímico pede ajuda. Ele não se enxerga. "Para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao seu redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo", diz Nardi.
O bancário João (nome fictício), 40, diagnosticado oito anos atrás, confirma: "Eu achava que era algo que vinha desde a infância, que fazia parte da minha educação. Quando o médico disse o que eu tinha, foi como tirar um peso das costas".
Dele e da mulher também, a secretária Helena (nome fictício). "Ele sempre arranjava algum motivo para reclamar. A torneira da cozinha quebrava, e ele via aquilo como se fosse o fim do mundo. Eu vivia em tensão. Fazia de tudo para poupá-lo do dia-a-dia, mesmo assim ele encontrava algo para reclamar", conta ela. A situação piorou quando a intolerância passou a mirar os filhos. "Fomos procurar ajuda, mas demorou anos para alguém acertar o diagnóstico."
Esse transtorno mental atinge, pelo menos, 180 milhões de pessoas no mundo, que, quando não tratadas, tendem a se isolar. "Levantar da cama era um martírio. No chuveiro, já começava a me angustiar. Pensava nas horas em que ia ficar na marginal, no papo monótono dos colegas de trabalho e no dia que vinha pela frente, cheio de decepções. Nada tinha graça", conta a executiva Fernanda (nome fictício), 37.
A doença não deve ser subestimada, pois o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros depressivos graves. "Sem contar que também pode levar as pessoas ao consumo de álcool ou outras drogas, pois elas se iludem achando que assim acabam com a irritação", alerta Nardi.
O mau humor é herdado e, em geral, manifesta-se na adolescência, desencadeado por um acontecimento marcante. Porém, como essa fase da vida já é, de modo geral, conturbada, há dificuldade de identificar a doença.
Aliás, quem tem distimia costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave. "O desconhecimento prevalece nos primeiros anos. Essas pessoas aprendem a funcionar irritadas. Acham que, por ser um traço de personalidade, o problema é imutável. Um erro freqüente", alerta Bernik.
Foi o caso de Maria Lucia (nome fictício), funcionária pública, que descobriu a distimia quando foi procurar ajuda psiquiátrica, há três anos. "Eu pensava que era depressão, não sabia da existência do transtorno. Sempre desconfiei do meu comportamento. Era conhecida por dar shows de mau humor, falar alto, ofender as pessoas; meu marido tinha até medo de mim", diz ela.
Maria, 53, tem certeza de que a sua doença é de família. "Minha mãe e minhas irmãs têm o mesmo problema. Recentemente, conversando com seus maridos, cheguei à conclusão de que a impaciência é uma característica familiar. Minha irmã caçula, aliás, já está procurando ajuda", conta.
O mau humor patológico não precisa ser eterno. "Poucos sabem que a distimia pode ser tratada com a ajuda de medicamentos antidepressivos associados à terapia, cuja base é a psicologia cognitiva", diz o psiquiatra José Alberto Del Porto, da Unifesp.
Segundo a psicóloga Mariângela Gentil Savoia, que atende distímicos no HC, a terapia leva o paciente a vivenciar suas aflições. "O objetivo é ensinar uma nova forma de pensamento. Se ele não suporta sair de casa, sintoma comum na distimia, forçamos os passeios. A idéia é que ele aprenda a sentir prazer novamente", diz Savoia.
Já as causas, como ocorre na depressão, estão em um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. "Daí a eficácia dos antidepressivos, cuja função é restabelecer esse equilíbrio químico", diz o psiquiatra Diogo Lara, da PUC-RS.
Para certificar-se de que a rabugice é mesmo patológica, os sintomas devem persistir por, no mínimo, dois anos. Se a pessoa for mulher, as chances de haver distimia dobram --a variação hormonal do organismo feminino explica a desvantagem.
E, se o mau humor patológico tem remédio, o mau humor "natural" também. Vários fatores interferem no humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do que se pensa, o humor melhora com a idade!
Diagnosticado: é Distimia !!!
Características / Diagnóstico
Os traços essenciais da distimia são o estado depressivo leve e prolongado, além de outros sintomas comumente presentes. Pelo critério norte americano são necessários dois anos de período contínuo predominantemente depressivo para os adultos e um ano para as crianças sendo que para elas o humor pode ser irritável ao invés de depressivo. Para o diagnóstico da distimia é necessário antes excluir fases de exaltação do humor como a mania ou a hipomania, assim como a depressão maior. Causas externas também anulam o diagnóstico como as depressões causadas por substâncias exógenas. Durante essa fase de dois anos o paciente não deverá ter passado por um período superior a dois meses sem os sintomas depressivos. Para preencher o diagnóstico de depressão os pacientes além do sentimento de tristeza prolongado precisam apresentar dois dos seguintes sintomas:
- Falta de apetite ou apetite em excesso
- Insônia ou hipersonia
- Falta de energia ou fadiga
- Baixa da auto-estima
- Dificuldade de concentrar-se ou tomar decisões
- Sentimento de falta de esperança
Características associadas
Estudos mostram que o sentimento de inadequação e desconforto é muito comum, a generalizada perda de prazer ou interesse também, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes. Esses pacientes reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, mas não conseguem controlar. Geralmente os parentes exigem dos pacientes uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, não pelas próprias forças. A irritabilidade com tudo e impaciência são sintomas freqüentes e incomodam ao próprio paciente. A capacidade produtiva fica prejudicada bem como a agilidade mental. Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e menos freqüentemente da psicomotricidade.
O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla e quando acontece o paciente procura muitas vezes pela primeira vez o psiquiatra. Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.
Os pacientes que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase normalmente.
Idade
O início da distimia pode ocorrer na infância caracterizando-a por uma fase anormal. O próprio paciente descreve-se como uma criança diferente, brigona, mal humorada e sempre rejeitada pelos coleginhas. Nessa fase a incidência se dá igualmente em ambos os sexos. A distimia é sub-dividida em precoce e tardia, precoce quando iniciada antes dos 21 anos de idade e partia após isso. Os estudos até o momento mostram que o tipo precoce é mais freqüente que o tardio. Por outro lado estudos com pessoas acima de 60 anos de idade mostram que a prevalência da distimia nessa faixa etária é alta, sendo maior nas mulheres. Os homens apresentam uma freqüência de 17,2% de distimia enquanto as mulheres apresentam uma prevalência de 22,9%. Outro estudo também com pessoas acima de 60 anos de idade mostrou que a idade média de início da distimia foi de 55,4 anos de idade e o tempo médio de duração da distimia de 12,5 anos.
A comparação da distimia em pessoas com mais de 60 anos e entre 18 e 59 anos revelou poucas diferenças, os sintomas mais comuns são basicamente os mesmos. Os mais velhos apresentaram mais queixas físicas enquanto os mais novos mais queixas mentais.
Curso
A distimia começa sempre de forma muito gradual, nem um psiquiatra poderá ter certeza se um paciente está ou não adquirindo distimia. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois que o problema está instalado. O próprio paciente tem dificuldade para determinar quando seu problema começou, a imprecisão gira em torno de meses a anos. Como na maioria das vezes a distimia começa no início da idade adulta a maioria dos pacientes tende a julgar que seu problema é constitucional, ou seja, faz parte do seu ser e não que possa ser um transtorno mental, tratável. Os estudos e os livros não falam a respeito de remissão espontânea. Isso tanto é devido a poucas pesquisas na área, como a provável não remissão. Por enquanto as informações nos levam a crer que a distimia tenda a permanecer indefinidamente nos pacientes quando não tratada.
é isso aí meu camaradinha... é grana na mão !
cena única de sônia braga
com paulo cesar peréio
no filme
eu te amo (1981)
do meu camaradinha
...
arnaldo jabor
aparece uma revoada de dragões sem cabeça
Meu Deus ! Ainda acreditam que é o nome exposto em letras garrafais
o que alegra o artista... coitados, não sabem o que falam e fazem...
Tu Mestre, por acaso pediu em tua cruz a placa com a inscrição:
Não percebes que Maria escolheu a melhor parte?
eu sou a obra...
eu sou co-criador
de minhas criaturas
nada mais significa
nada mais
nada
criatura e criador
engolidos
e devorados
por suas línguas
mansas e molhadas
e a salsa ardente
queima
pula
em saltitante fogueira:
"Eu sou o que Sou"
o que alegra o artista... coitados, não sabem o que falam e fazem...
Tu Mestre, por acaso pediu em tua cruz a placa com a inscrição:
Jesus de Nazaré Rei da Judéia
(...)
eu sou a obra...
eu sou co-criador
de minhas criaturas
nada mais significa
nada mais
nada
criatura e criador
engolidos
e devorados
por suas línguas
mansas e molhadas
e a salsa ardente
queima
pula
em saltitante fogueira:
"Eu sou o que Sou"
um cavalo jovem
Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim é cada vez mais essencial e
verdadeiro.
Essa morte constante das coisas é o que mais dói.
Pelo menos
estou vivo.
Em movimento,
andando por aí, perdendo ou ganhando, levando porrada,
passando fome,
tentando amar.
"de cada luta ou repouso me levantarei forte
como um cavalo jovem",
onde foi que li isso?
sei: Clarice Lispector, meu Deus, foi em Perto do Coração Selvagem.
verdadeiro.
Essa morte constante das coisas é o que mais dói.
Pelo menos
estou vivo.
Em movimento,
andando por aí, perdendo ou ganhando, levando porrada,
passando fome,
tentando amar.
"de cada luta ou repouso me levantarei forte
como um cavalo jovem",
onde foi que li isso?
sei: Clarice Lispector, meu Deus, foi em Perto do Coração Selvagem.
domingo, 4 de setembro de 2011
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