noousferatus
por vós ou ainda um pouco pior
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sábado, 20 de agosto de 2011
"véspera do escarro"
“Toma um fósforo.
Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!”
Augusto dos Anjos, 1901 em Eu e Outras Poesias
eu você
desafinados
nós, sós.
gal costa canta "hoje", música de moreno veloso.
rolling in the deep (adele)
ele sem mim
compasso (angela ro ro)
eu sem ele
quarta-feira, 25 de maio de 2011
nota de esclarecimento...
clarear o obscuro.
tarefa difícil,
caros e devotados
amigos.
estou como um gato preto
nas ruas,
embaixo das mesas
de bares
em calçadas sujas.
queridos,
vou
porque preciso me
re-encontrar.
perdido,
não continuo a minha,
a sua,
a nossa
história.
gato preto
revirando o lixo.
preciso me alimentar.
agora.
arroz com feijão,
amor com perdão.
saladas de alface
crespas...
crocantes.
perdoem-me
amigos.
preciso partir.
deixo
o muito de mim
que em vós
recriei (...)
revivi (...)
recobrei (...).
preciso partir.
tudo em mim
está partido.
vejo cores
ali,
logo ali.
bem ali.
onde todos vocês
re-unidos,
esperam
meu eu partido,
para com linhas
amigas,
costurarem (...)
cingirem (...)
remendarem (...)
um
eu
em vocês.
mas ainda
o mesmo,
aquele mesmo
de
um ontem
ferido (...)
cingido (...)
partido (...).
amigos refeitos.
anjos ?
asas imensas
sombreando
minha tristeza
encolhida.
tristeza partida,
fluida,
rarefeita,
desfeita.
tristeza?
onde?
quando?
um dia, quem sabe?
não saberei mais
o que é tristeza.
vou re-aprender a
Alegria
que nasce maiúscula.
(em 05 de maio de 2011 a caminho de casa)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
sono profundo
dormir
para
acordar
melhor
qualquer
dia
desses.
terça-feira, 19 de abril de 2011
dia de índio
escola, crianças, rock e paz!!!!
não quero mais ir à escola
não mãe... por favor ...não
não quero ir.
não mãe
não vou mais
nunca mais.
não quero.
vou queimar meus cadernos.
quero aprender em casa
por favor mãe!
me deixa ficar:
juro que vou aprender todas
as tabuadas hoje.
mas aqui
pertinho de você.
pode desligar a televisão.
pode desligar o computador.
pode cortar o telefone.
pode até quebrar o meu
Skate
.
mas, por favor,
me deixe ficar em casa.
tenho medo de ir à escola
mãe.
mãe?
mãe?
mãe?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vidro de janela quebrada
estilhaços de vidro no chão
minha mãe dorme.
bala perdida.
amanhã volto pra escola.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
literatura e homoerotismo
www.dialogarts.uerj.br/emquestao/lit_e_homo.pdf
“o essencial não é o que se fez do homem,
mas o que ele faz do que fizeram dele”
sartre, j.p.
aliança pela infância é brincância
quinta-feira, 14 de abril de 2011
desejo leitores ousados
alguém aí????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
Antinous and hadrian - the love between god and emperor - the love between Two Men
antínoous... amor de um imperador
in: memórias de adriano
memorias de adriano (de marguerite yourcenar, fragmento inicial)
leiam este livro agora !
hoje!
jean genet, 1985 BBC interview
não pude ser genet,
por isso
só,
genetiquei um ser piorado.
assim, genet viveu e morreu em mim.
pode até ser que ,
um dia, talvez,
geneticamente modificado,
eu possa amar genet .
genet...
que vergonha da criatura que tu...
que eu...
que nós... criamos
para mim.
vou enforcar-te agora
em maços
de nicotina
engasgados !!!
câncer
na
tua
garganta atolada.
vivo e morto genet !
meu caderno
caderno de
vinte e três pautas
ensina-me a escrever.
já escuto o rasgar
do grafite
arranhando tuas
páginas
irritantes e brancas;
falsas de um
vazio
pleno,
lento e pertinaz;
capaz;
audaz.
convocando
letras e grafias
para uma orgia literária.
daquelas em que
gramáticas são estupradas.
lembranças duma infância em que se catavam guaviras...
quero comer
guaviras pelo cú.
inteirinhas e
redondas.
deixá-las que façam
uma marcha inversa
pelo meu corpo,
até a boca
e no fim,
morder sua casca
dura,
fazê-la gozar
seu doce
líquido.
lembranças duma infância
em que se
catavam guaviras.
hoje,
vamos enfiar guaviras
ao cú.
estar: verbo futuro improvável
sei tarde
o quanto amanheci em você.
pra me acordar...
tive que gritar:
estamos surdos?!
estamos mudos?!
estamos os mesmos?!
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