Total de visualizações de página
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
esconde-esconde
brinquei
de esconde-esconde,
me achei.
no meu encontro
com você
desapareci.
descobri
o que você cobriu.
encontrei
o que eu era
antes de você.
contra o você
escorrendo em mim;
entre
aquele que era e
este que é
aqui.
e eu era...
eu sou.
você?
só um intervalo
entre
aquele que era e
este que é
um velho novo.
você?
(...)
barracão de zinco
sem telhado.
eu?
(...)
uma nova
casa caiada alugada.
sem jardim.
enfim (...)
mas o céu está lá.
todos os dias e,
estrelas,
em quase todas
as noites.
art tríade
moacir bruteza,
moacir dureza,
moacir leveza,
moacir arte bruta
bruta dor,
que leve seja.
quando subo a ladeira,
escorrego na barra da saia
rodada
em babados
“balonê” vaginal,
balão azul:
chifrinhos !
chama não, que eles vem.
flutuo
flúor dourado,
feito humberto,
rasqueando o céu de bois
pintados,
pincelados
num pasto grosso
de mato salgado.
charque espíndola
com mandioca cozida.
expresso lasar
press
expressionismo;
expressou a fealdade
duma europa quase em guerra.
tardo antes.
não me atraso.
chego cedo
à mesa do modernismo .
brasil 1913.
mangue em cores.
vou morar na favela,
expressionismo
belo,
brejeiro e
involuntário.
à moda da casa
brasileira.
gravo.
imprimo.
resolvo.
destruo (...)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012
tempo... animal trinitário
ontem,
quando eu quis,
aranha,
te tecer,
faltou
um fio de vontade
dentro de mim.
teci meia trama;
frágil
para servir-te
de cama.
hoje,
quando eu fui,
verme,
te purar,
faltou pus em minha garganta
para a tua saliva
engolir.
escarrei meio grama
de um pus amarelo
com sabor de patê.
amanhã,
quando eu for,
cachorro,
fiel contigo,
talvez...
quem sabe
não existam mais
caninos em minha boca.
morderei,
banguela,
a tua canela.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
leva-e-traz
leva
minha roupa suja
traz
tua roupa limpa
leva
minha alma limpa
traz
tua vida suja.
leva
a pá,
traz
a vassoura.
me leva.
te trago
aceso.
te trago
apagado.
trago seco.
leva leve tua sandália
desamarrada.
traz pesado meu cadarço
preso.
hortelã
cominho
pimenta-do-reino
nóz-moscada
curie
alho
cebola
sal
"sazon"
pão ázimo.
leva-me
traga-me
ervas amargas sem cordeiro.
pipoca sem sal.
sorvete sem cobertura.
traz
vai
ida-e-volta.
comprei, ontem,
tua passagem para Itajaí.
minha roupa suja
traz
tua roupa limpa
leva
minha alma limpa
traz
tua vida suja.
leva
a pá,
traz
a vassoura.
me leva.
te trago
aceso.
te trago
apagado.
trago seco.
leva leve tua sandália
desamarrada.
traz pesado meu cadarço
preso.
hortelã
cominho
pimenta-do-reino
nóz-moscada
curie
alho
cebola
sal
"sazon"
pão ázimo.
leva-me
traga-me
ervas amargas sem cordeiro.
pipoca sem sal.
sorvete sem cobertura.
traz
vai
ida-e-volta.
comprei, ontem,
tua passagem para Itajaí.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
o quê do que?
o quê que sobra?
o quê que fica ?
o quê que se ouve?
o quê que se faz?
o quê que se diz?
o quê que eu fiz?
o quê do cadê?
o quê do quê?
o quê que sobra?
um pedaço de torta de limão.
o quê que fica ?
um fundo de sorvete derretido na casquinha.
o quê que se ouve?
"ai, ai, se eu te pego (...)".
o quê que se faz?
filhos sem pai.
o quê que se diz?
"filho da puta"!
o quê que eu fiz?
o museu do agora.
o quê do cadê?
quadrado.
o quê do quê?
redondo.
o quê?
onde?
quando?
quê?
o quê que sobra?
o quê que fica ?
o quê que se ouve?
o quê que se faz?
o quê que se diz?
o quê que eu fiz?
o quê do cadê?
o quê do quê?
o quê que foi?
o quê que pegou?
nada a dizer.
nada fazer,
que o quê do que
já não disse
e fez.
hoje:
tudo de novo outra vez !
quê?!
o quê que fica ?
o quê que se ouve?
o quê que se faz?
o quê que se diz?
o quê que eu fiz?
o quê do cadê?
o quê do quê?
o quê que sobra?
um pedaço de torta de limão.
o quê que fica ?
um fundo de sorvete derretido na casquinha.
o quê que se ouve?
"ai, ai, se eu te pego (...)".
o quê que se faz?
filhos sem pai.
o quê que se diz?
"filho da puta"!
o quê que eu fiz?
o museu do agora.
o quê do cadê?
quadrado.
o quê do quê?
redondo.
o quê?
onde?
quando?
quê?
o quê que sobra?
o quê que fica ?
o quê que se ouve?
o quê que se faz?
o quê que se diz?
o quê que eu fiz?
o quê do cadê?
o quê do quê?
o quê que foi?
o quê que pegou?
nada a dizer.
nada fazer,
que o quê do que
já não disse
e fez.
hoje:
tudo de novo outra vez !
quê?!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
não genital
fui fundo.
cheguei raso.
corri profundo.
parei enérgico.
fui fundo na publicidade
do desejo cultural.
cheguei raso na maturidade
industrial.
corri profundo na materialidade
celestial.
parei enérgico no desejo
de uma amizade espiritual.
quiz deus.
ele me quiz.
nos traímos.
o afeto anda fora de moda.
a guerra é a última tendência.
a paz está "demodê".
cheguei raso.
fui fundo.
corri profundo.
parei enérgico na mágica
realização imediata
de um desejo.
do pensamento me libero
quando gozo
quando existo
quando durmo.
consumo
quando sonho felicidades
irrealizáveis.
felicidade imediata.
onde está?
na clausura?
na rua?
num copo sujo de vinho quebrado em baixo da cama?
num café amargo
coado num coador de pano cheirando baratas?
num cigarro aceso?
(...)
apagado?
consagrei
meu amor inibido.
sem genitália.
mamífero.
amor mamífero.
leite (...)
"nescauetody"
mamífero que sou
faço
asso
morno
numa caverna que,
por uma fresta de "rock"
me liga.
me acende.
faíscando meu animal.
faíscando eu
animal genital.
"madona" divinal.
"amy" sacral.
"foucault" espiritual.
"genet" piedoso.
oh! virgens... onde estão?
puras e santas
onde vão ?
positivo negativo.
positivo amor.
amigo sou-te.
(...)
sem troco nenhum.
apenas
algum.
cheguei raso.
corri profundo.
parei enérgico.
fui fundo na publicidade
do desejo cultural.
cheguei raso na maturidade
industrial.
corri profundo na materialidade
celestial.
parei enérgico no desejo
de uma amizade espiritual.
quiz deus.
ele me quiz.
nos traímos.
o afeto anda fora de moda.
a guerra é a última tendência.
a paz está "demodê".
cheguei raso.
fui fundo.
corri profundo.
parei enérgico na mágica
realização imediata
de um desejo.
do pensamento me libero
quando gozo
quando existo
quando durmo.
consumo
quando sonho felicidades
irrealizáveis.
felicidade imediata.
onde está?
na clausura?
na rua?
num copo sujo de vinho quebrado em baixo da cama?
num café amargo
coado num coador de pano cheirando baratas?
num cigarro aceso?
(...)
apagado?
consagrei
meu amor inibido.
sem genitália.
mamífero.
amor mamífero.
leite (...)
"nescauetody"
mamífero que sou
faço
asso
morno
numa caverna que,
por uma fresta de "rock"
me liga.
me acende.
faíscando meu animal.
faíscando eu
animal genital.
"madona" divinal.
"amy" sacral.
"foucault" espiritual.
"genet" piedoso.
oh! virgens... onde estão?
puras e santas
onde vão ?
positivo negativo.
positivo amor.
amigo sou-te.
(...)
sem troco nenhum.
apenas
algum.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
na clausura
(...)
um silêncio
dois silêncios
três silêncios
(...)
psiu...
assim
vazio
de
sons vocais.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
desmaio e findo em onomatopéias
bem-te-vi ...
bem-me-quer ...
malmequeres
por tanto
desquerer-te
bem-te-vi
de tanto
cozer contigo
bem-me-quiz
por tudo
que te fiz
boto-fora ... (e rasgo)
o que me destes
leva e traz
o que consigo
fica ... (desenhos)
pisca - piscas
tico - ticos
ploc - plocs
(...)
tique - taques
bem-me-quer ...
malmequeres
por tanto
desquerer-te
bem-te-vi
de tanto
cozer contigo
bem-me-quiz
por tudo
que te fiz
boto-fora ... (e rasgo)
o que me destes
leva e traz
o que consigo
fica ... (desenhos)
pisca - piscas
tico - ticos
ploc - plocs
(...)
tique - taques
parassintetismo do querer-te
abunda
almada de luz
tristecer
a cabeça em dor
noitecer
pela manhã já morta
anoitinha
desalmar o pai
atardinha
entristecer a mãe
denoitinha
te abraçar
almada de luz
tristecer
a cabeça em dor
noitecer
pela manhã já morta
anoitinha
desalmar o pai
atardinha
entristecer a mãe
denoitinha
te abraçar
sal
chupo manga
verde
dobro a manga
doce
verga a alma
dura
da camisa
sem gola
quinta feira
pura
santa
me degola
sal grosso
agora
verde
dobro a manga
doce
verga a alma
dura
da camisa
sem gola
quinta feira
pura
santa
me degola
sal grosso
agora
sábado, 26 de novembro de 2011
código de posturas de 1905
Art. 45
"...é proíbido fazer barulhos, algazarras e dar gritos durante
a noite, além de fazer-se sambas, Catiretes, ou outros
quaesquer brinquedos que produzam estrondo ou vozeria
dentro da Villa ..."
POBRE VILLA DO SANTO ANTONIO DO CAMPO GRANDE
"...é proíbido fazer barulhos, algazarras e dar gritos durante
a noite, além de fazer-se sambas, Catiretes, ou outros
quaesquer brinquedos que produzam estrondo ou vozeria
dentro da Villa ..."
POBRE VILLA DO SANTO ANTONIO DO CAMPO GRANDE
domingo, 30 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)
