filme de joaquim pedro de andrade
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual em Campo Grande
Campo Grande sedia festival nacional de cinema da diversidade
Durante três dias o público poderá assistir a 14 filmes, de graça, e participar
de debates sobre cultura, comportamento e tolerância sexual
Pela primeira vez, a Capital de Mato Grosso do Sul entra para o calendário nacional do Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, trazendo os mais premiados filmes na 18ª edição. O Festival será realizado nos dias 9, 10 e 11 de setembro, no Museu da Imagem e do Som – MIS com a exibição de 14 filmes entre curtas e longas-metragens, além de debates e mesa redonda sobre cultura, mercado e militância.
O objetivo do Festival, segundo o organizador local, Leandro Marques, é promover o acesso à sétima arte a partir de roteiros atuais. “As pessoas daqui gostam de cinema e gostam de cultura, é uma pena termos perdido o Festival de Cinema de Campo Grande e o Cinecultura, dois totens do cinema Cult e alternativo. Nossa proposta em trazer esse Festival Nacional para o Estado é, primeiramente inserir Campo Grande em um contexto macro, já que temos produção cinematográfica local e, também oferecer à população o acesso a filmes que estão fora do circuito comercial, mas possuem toda uma linguagem e uma carga de roteiro muito interessante”, explica Leandro.
Há 18 anos o Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual utiliza a sétima arte para abordar temas polêmicos como homofobia, tolerância, afetividade e sexualidade. Sem a proposta de fazer apologias, conduz o participante a uma visão mais amplificada sobre a sociedade atual, refletindo nos reais valores, conceitos e preconceitos, a partir da abordagem direta, ousada, polêmica, mas nada hipócrita apresentada nos filmes.
Na programação, o participante irá se surpreender com atores globais como Ana Paula Arósio e Murilo Rosa em personagens gays no longa Como Esquecer, de Malu Martino. Irá acompanhar depoimentos e entrevistas com celebridades nacionais e internacionais como Liza Minnelli, Ney Matogrosso, Nelson Mota e Cláudia Raia, no documentário de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, Dzi Croquettes. Assistir a produção regional Lados Dados, dirigido por Breno Benetti, que foi rodado em Mato Grosso do Sul, como também ter acesso a diferentes óticas sobre a temática GLS em filmes brasileiros e estrangeiros.
Confira a Programação:
9 DE SETEMBRO – SEXTA
18h – LADOS DADOS (estréia curta regional)
19h – ABERTURA FESTIVAL
20h – DZI CROQUETTES
22h – DEBATE CONVIDADOS
19h – ABERTURA FESTIVAL
20h – DZI CROQUETTES
22h – DEBATE CONVIDADOS
10 DE SETEMBRO – SÁBADO
17h – MOSTRA COMPETITIVA I (Curtas)
· Eu não quero voltar sozinho,
· Handebol,
· Eu e o cara da piscina,
· Aviário,
· Luz
19h – PALESTRA/DEBATE
21h – SEXY BOYZ
21h – SEXY BOYZ
11 DE SETEMBRO – DOMINGO
17h – MOSTRA COMPETITIVA II (Curtas)
· Bailão
· O capitão chamava carlos
· Não me deixe em casa
· O bolo
· Mais ou menos
19h – PALESTRA/DEBATE
20h – COMO ESQUECER
20h – COMO ESQUECER
Serviço
18ª Edição do Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual
Dias: 09, 10 e 11 de Setembro
Horários: sexta a partir das 18 horas, sábado e domingo a partir das 17 horas.
Local: MIS - Museu da Imagem e do Som. Av. Fernando Corrêa da Costa, 559 – 3º andar. Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul.
Ingresso: entrada GRATUITA (maiores de 18 anos) assentos limitados
Veja os trailers e sinopses no site: www.f5coletivo.com.br
Realização: Leandro Marques | Organização: F5 Coletivo | Apoio Cultural: Taxi – MIS – Fundação de Cultura de MS – Governo do Estado – Fundac – Prefeitura de Campo Grande
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
mau humor crônico é doença e exige tratamento
KARINA KLINGER
free-lance para a Folha
Mau humor pode ser doença --e grave! Um transtorno mental que se manifesta por meio de uma rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado famosa por viver resmungando "Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar".
Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. "Enquanto a pessoa com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando", diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC).
O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos reclamam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico reclama até se ganha na loteria. "Não fica feliz, porque começa a pensar em coisas negativas, como ser alvo de assalto ou de seqüestro", diz o psiquiatra Antônio Egídio Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Se você conhece alguém assim, abra os olhos da pessoa, porque raramente o distímico pede ajuda. Ele não se enxerga. "Para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao seu redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo", diz Nardi.
O bancário João (nome fictício), 40, diagnosticado oito anos atrás, confirma: "Eu achava que era algo que vinha desde a infância, que fazia parte da minha educação. Quando o médico disse o que eu tinha, foi como tirar um peso das costas".
Dele e da mulher também, a secretária Helena (nome fictício). "Ele sempre arranjava algum motivo para reclamar. A torneira da cozinha quebrava, e ele via aquilo como se fosse o fim do mundo. Eu vivia em tensão. Fazia de tudo para poupá-lo do dia-a-dia, mesmo assim ele encontrava algo para reclamar", conta ela. A situação piorou quando a intolerância passou a mirar os filhos. "Fomos procurar ajuda, mas demorou anos para alguém acertar o diagnóstico."
Esse transtorno mental atinge, pelo menos, 180 milhões de pessoas no mundo, que, quando não tratadas, tendem a se isolar. "Levantar da cama era um martírio. No chuveiro, já começava a me angustiar. Pensava nas horas em que ia ficar na marginal, no papo monótono dos colegas de trabalho e no dia que vinha pela frente, cheio de decepções. Nada tinha graça", conta a executiva Fernanda (nome fictício), 37.
A doença não deve ser subestimada, pois o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros depressivos graves. "Sem contar que também pode levar as pessoas ao consumo de álcool ou outras drogas, pois elas se iludem achando que assim acabam com a irritação", alerta Nardi.
O mau humor é herdado e, em geral, manifesta-se na adolescência, desencadeado por um acontecimento marcante. Porém, como essa fase da vida já é, de modo geral, conturbada, há dificuldade de identificar a doença.
Aliás, quem tem distimia costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave. "O desconhecimento prevalece nos primeiros anos. Essas pessoas aprendem a funcionar irritadas. Acham que, por ser um traço de personalidade, o problema é imutável. Um erro freqüente", alerta Bernik.
Foi o caso de Maria Lucia (nome fictício), funcionária pública, que descobriu a distimia quando foi procurar ajuda psiquiátrica, há três anos. "Eu pensava que era depressão, não sabia da existência do transtorno. Sempre desconfiei do meu comportamento. Era conhecida por dar shows de mau humor, falar alto, ofender as pessoas; meu marido tinha até medo de mim", diz ela.
Maria, 53, tem certeza de que a sua doença é de família. "Minha mãe e minhas irmãs têm o mesmo problema. Recentemente, conversando com seus maridos, cheguei à conclusão de que a impaciência é uma característica familiar. Minha irmã caçula, aliás, já está procurando ajuda", conta.
O mau humor patológico não precisa ser eterno. "Poucos sabem que a distimia pode ser tratada com a ajuda de medicamentos antidepressivos associados à terapia, cuja base é a psicologia cognitiva", diz o psiquiatra José Alberto Del Porto, da Unifesp.
Segundo a psicóloga Mariângela Gentil Savoia, que atende distímicos no HC, a terapia leva o paciente a vivenciar suas aflições. "O objetivo é ensinar uma nova forma de pensamento. Se ele não suporta sair de casa, sintoma comum na distimia, forçamos os passeios. A idéia é que ele aprenda a sentir prazer novamente", diz Savoia.
Já as causas, como ocorre na depressão, estão em um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. "Daí a eficácia dos antidepressivos, cuja função é restabelecer esse equilíbrio químico", diz o psiquiatra Diogo Lara, da PUC-RS.
Para certificar-se de que a rabugice é mesmo patológica, os sintomas devem persistir por, no mínimo, dois anos. Se a pessoa for mulher, as chances de haver distimia dobram --a variação hormonal do organismo feminino explica a desvantagem.
E, se o mau humor patológico tem remédio, o mau humor "natural" também. Vários fatores interferem no humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do que se pensa, o humor melhora com a idade!
Diagnosticado: é Distimia !!!
Características / Diagnóstico
Os traços essenciais da distimia são o estado depressivo leve e prolongado, além de outros sintomas comumente presentes. Pelo critério norte americano são necessários dois anos de período contínuo predominantemente depressivo para os adultos e um ano para as crianças sendo que para elas o humor pode ser irritável ao invés de depressivo. Para o diagnóstico da distimia é necessário antes excluir fases de exaltação do humor como a mania ou a hipomania, assim como a depressão maior. Causas externas também anulam o diagnóstico como as depressões causadas por substâncias exógenas. Durante essa fase de dois anos o paciente não deverá ter passado por um período superior a dois meses sem os sintomas depressivos. Para preencher o diagnóstico de depressão os pacientes além do sentimento de tristeza prolongado precisam apresentar dois dos seguintes sintomas:
- Falta de apetite ou apetite em excesso
- Insônia ou hipersonia
- Falta de energia ou fadiga
- Baixa da auto-estima
- Dificuldade de concentrar-se ou tomar decisões
- Sentimento de falta de esperança
Características associadas
Estudos mostram que o sentimento de inadequação e desconforto é muito comum, a generalizada perda de prazer ou interesse também, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes. Esses pacientes reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, mas não conseguem controlar. Geralmente os parentes exigem dos pacientes uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, não pelas próprias forças. A irritabilidade com tudo e impaciência são sintomas freqüentes e incomodam ao próprio paciente. A capacidade produtiva fica prejudicada bem como a agilidade mental. Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e menos freqüentemente da psicomotricidade.
O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla e quando acontece o paciente procura muitas vezes pela primeira vez o psiquiatra. Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.
Os pacientes que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase normalmente.
Idade
O início da distimia pode ocorrer na infância caracterizando-a por uma fase anormal. O próprio paciente descreve-se como uma criança diferente, brigona, mal humorada e sempre rejeitada pelos coleginhas. Nessa fase a incidência se dá igualmente em ambos os sexos. A distimia é sub-dividida em precoce e tardia, precoce quando iniciada antes dos 21 anos de idade e partia após isso. Os estudos até o momento mostram que o tipo precoce é mais freqüente que o tardio. Por outro lado estudos com pessoas acima de 60 anos de idade mostram que a prevalência da distimia nessa faixa etária é alta, sendo maior nas mulheres. Os homens apresentam uma freqüência de 17,2% de distimia enquanto as mulheres apresentam uma prevalência de 22,9%. Outro estudo também com pessoas acima de 60 anos de idade mostrou que a idade média de início da distimia foi de 55,4 anos de idade e o tempo médio de duração da distimia de 12,5 anos.
A comparação da distimia em pessoas com mais de 60 anos e entre 18 e 59 anos revelou poucas diferenças, os sintomas mais comuns são basicamente os mesmos. Os mais velhos apresentaram mais queixas físicas enquanto os mais novos mais queixas mentais.
Curso
A distimia começa sempre de forma muito gradual, nem um psiquiatra poderá ter certeza se um paciente está ou não adquirindo distimia. O diagnóstico preciso só pode ser feito depois que o problema está instalado. O próprio paciente tem dificuldade para determinar quando seu problema começou, a imprecisão gira em torno de meses a anos. Como na maioria das vezes a distimia começa no início da idade adulta a maioria dos pacientes tende a julgar que seu problema é constitucional, ou seja, faz parte do seu ser e não que possa ser um transtorno mental, tratável. Os estudos e os livros não falam a respeito de remissão espontânea. Isso tanto é devido a poucas pesquisas na área, como a provável não remissão. Por enquanto as informações nos levam a crer que a distimia tenda a permanecer indefinidamente nos pacientes quando não tratada.
é isso aí meu camaradinha... é grana na mão !
cena única de sônia braga
com paulo cesar peréio
no filme
eu te amo (1981)
do meu camaradinha
...
arnaldo jabor
aparece uma revoada de dragões sem cabeça
Meu Deus ! Ainda acreditam que é o nome exposto em letras garrafais
o que alegra o artista... coitados, não sabem o que falam e fazem...
Tu Mestre, por acaso pediu em tua cruz a placa com a inscrição:
Não percebes que Maria escolheu a melhor parte?
eu sou a obra...
eu sou co-criador
de minhas criaturas
nada mais significa
nada mais
nada
criatura e criador
engolidos
e devorados
por suas línguas
mansas e molhadas
e a salsa ardente
queima
pula
em saltitante fogueira:
"Eu sou o que Sou"
o que alegra o artista... coitados, não sabem o que falam e fazem...
Tu Mestre, por acaso pediu em tua cruz a placa com a inscrição:
Jesus de Nazaré Rei da Judéia
(...)
eu sou a obra...
eu sou co-criador
de minhas criaturas
nada mais significa
nada mais
nada
criatura e criador
engolidos
e devorados
por suas línguas
mansas e molhadas
e a salsa ardente
queima
pula
em saltitante fogueira:
"Eu sou o que Sou"
um cavalo jovem
Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim é cada vez mais essencial e
verdadeiro.
Essa morte constante das coisas é o que mais dói.
Pelo menos
estou vivo.
Em movimento,
andando por aí, perdendo ou ganhando, levando porrada,
passando fome,
tentando amar.
"de cada luta ou repouso me levantarei forte
como um cavalo jovem",
onde foi que li isso?
sei: Clarice Lispector, meu Deus, foi em Perto do Coração Selvagem.
verdadeiro.
Essa morte constante das coisas é o que mais dói.
Pelo menos
estou vivo.
Em movimento,
andando por aí, perdendo ou ganhando, levando porrada,
passando fome,
tentando amar.
"de cada luta ou repouso me levantarei forte
como um cavalo jovem",
onde foi que li isso?
sei: Clarice Lispector, meu Deus, foi em Perto do Coração Selvagem.
domingo, 4 de setembro de 2011
à nossa eterna e etérea amizade...
para ketylen silva: alguém que poucos homens mereceriam...
meu sempre muito obrigado.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
ainda sobre a estória (não-história) de muhpanzinho...
agora, segundo Marc Bloch in: "Apologia da História ou o Ofício do Historiador"
prefácio de Jacques Le Goff
"Entrar no teor deste livro é portanto grave. Trata-se de um tema sério, abordado em uma situação dramática. No entanto, Marc Bloch logo reencontra e repete uma das virtudes da história: "ela distrai". Antes do desejo de conhecimento, ela é estimulada pelo "simples gosto". E eis reabilitados, num lugar decerto marginal, limitado, a curiosidade e o romance histórico colocados a serviço da história.(...)
É preciso, portanto, para fazer a boa história, para ensiná-la, para fazê-la ser amada, não esquecer que, ao lado de suas "necessárias austeridades", a história "tem seus gozos estéticos próprios". Do mesmo modo, ao lado do necessário rigor ligado à erudição e à investigação dos mecanismos históricos, existe a "volúpia de apreender coisas singulares"; daí esse conselho, que me parece também muito benvindo ainda hoje: "Evitemos retirar de nossa ciência (histórica) sua parte de poesia".
Escutemos bem Marc Bloch. Ele não diz: a história é uma arte, a história é literatura. Frisa: a história é uma ciência, mas uma ciência que tem como uma de suas características, o que pode significar sua fraqueza mas também sua virtude, ser poética, pois não pode ser reduzida a abstrações, a leis, a estruturas."
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
estrondo sorrisos em gargalhadas quando estou feliz !
mossoró não te merece... o mundo é teu chão de estrelas
...
Folk Heart - August
uma mesa em pirenópolis
pão de queijo
pequi
flor de pequi
água
fogo
fogo
fogo
fogo
fooooooooooogo!
na igreja.
banda uó - é de goiania ! é uó de bom !
o trio banda uó, de goiânia, transforma o
tecnobrega em ritmo indie com letras
sacanas...
saíram da UFG ...
som moderno. bom demais sô !
a cena musical brasileira surpreendendo...
sempre
e mais.
aplausos para Sabbag, Mel e Carrilho.
o amor é importante. porra
criolo canta "não existe amor em sp"
mais um poeta ralando no asfalto. muito bom criolo... é nóis.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Quem é muhpanzinho e o que é sua máquina de errar no tempo ¿
Hannah Arendt responde em “a condição humana”
“A rigor, o domínio dos assuntos humanos consiste na teia de relações humanas que existe onde quer que os homens vivam juntos. O desvelamento do “quem” por meio do discurso e o estabelecimento de um novo início por meio da ação inserem-se sempre em uma teia já existente, onde suas consequências imediatas podem ser sentidas. Juntos, iniciam novo processo , que finalmente emerge como a singular estória de vida do recém-chegado, que afeta de modo singular as estórias de vida de todos aqueles com quem ele entra em contato. É em virtude dessa teia preexistente de relações humanas, com suas inúmeras vontades e intenções conflitantes, que a ação quase nunca atinge seu objetivo; mas é também graças a esse meio, onde somente a ação é real, que ela “produz” estórias, intencionalmente ou não, com a mesma naturalidade com que a fabricação produz coisas tangíveis. Essas estórias podem então ser registradas em documentos e monumentos, podem tornar-se visíveis em objetos de uso e obras de arte, podem ser contadas e recontadas e forjadas em todo tipo de material. Elas mesmas, em sua realidade viva, são de uma natureza inteiramente diferente de tais reificações. Falam-nos mais de seus sujeitos, do “herói” que há no centro de toda história, do que qualquer produto de mãos humanas fala do artífice que o produziu, sem, no entanto, serem produtos propriamente ditos. Embora todos comecem a própria vida inserindo-se no mundo humano por meio da ação e do discurso, ninguém é autor ou produtor de sua própria estória de vida. Em outras palavras, as estórias, resultado da ação e do discurso, revelam um agente, mas esse agente não é autor nem produtor. Alguém as iniciou e delas é o sujeito, na dupla acepção da palavra, seu ator e seu paciente, mas ninguém é seu autor.
Que toda vida individual entre o nascimento e a morte possa afinal ser narrada como uma estória com começo e fim é a condição pré-política e pré-histórica da história, a grande estória sem começo nem fim. Mas a razão pela qual cada vida humana conta sua história e pela qual a história se torna o livro de estórias da humanidade, com muitos atores e oradores e ainda assim sem quaisquer autores tangíveis, é que ambas resultam da ação. Pois a grande incógnita da história, que vem aturdindo a filosofia da história na era moderna, surge não somente quando consideramos a história como um todo e descobrimos que o seu sujeito, a humanidade, é uma abstração que jamais pode tornar-se um agente ativo; essa mesma incógnita tem aturdido a filosofia política desde os seus primórdios, na Antiguidade, e contribui para o desprezo geral que os filósofos, desde Platão, sempre dedicaram ao domínio dos assuntos humanos. A perplexidade é que em qualquer série de eventos que, no conjunto, compõem uma estória com um significado único, podemos quando muito isolar o agente que pôs o processo inteiro em movimento; e embora esse agente frequentemente continue a ser o sujeito, o “herói” da estória, nunca podemos apontá-lo inequivocamente como o autor do resultado final.
É por isso que Platão julgava que os assuntos humanos, resultante da ação, não deveriam ser tratados com grande seriedade; as ações dos homens se pareceriam com os movimentos de títeres conduzidos por uma mão invisível, oculta nos bastidores, de sorte que o homem parece ser o brinquedo de um deus. É digno de nota o fato de que Platão, que não tinha indício algum do moderno conceito de história, tenha sido o primeiro a inventar a metáfora do ator que, nos bastidores, por trás dos homens que atuam, puxa os cordões e é responsável pela estória. O deus platônico é apenas um símbolo do fato de que as estórias reais, ao contrário das que inventamos, não têm autor; como tal, é o verdadeiro precursor da Providência, da “mão invisível”, da Natureza, do “espírito do mundo”, do interesse de classe e de outras noções semelhantes mediante as quais os filósofos da história cristãos e modernos tentaram resolver o desconcertante problema de que embora a história deva a sua existência aos homens, obviamente não é, todavia, “feita” por eles.
(...)
A invenção do ator que se esconde nos bastidores decorre de uma perplexidade mental, mas não corresponde a qualquer experiência real. Com essa invenção, a história resultante da ação é falsamente interpretada como uma história ficcional, na qual um autor realmente puxa os cordões e dirige a peça. A história de ficção revela um produtor, tal como qualquer obra de arte indica claramente que foi feita por alguém _ e isso não é próprio do caráter da história mesma, mas apenas do modo pelo qual ela veio a existir. A diferença entre a história real e a ficcional é precisamente que esta última é “criada”, enquanto que a primeira não o é de modo algum. A história real, em que nos engajamos enquanto vivemos, não tem criador visível nem invisível porque não é criada. O único “alguém” que ela revela é o seu herói; e ela é o único meio pelo qual a manifestação originalmente intangível de um “quem” singularmente distinto pode tornar-se tangível ex post facto por meio da ação e do discurso. Só podemos saber quem alguém é ou foi se conhecermos a história da qual ele é o herói __ em outras palavras, sua biografia; tudo o mais que sabemos a seu respeito, inclusive a obra que ele possa ter produzido e deixado atrás de si, diz-nos apenas o que ele é ou foi. (...)
O herói desvelado pela história não precisa ter qualidades heróicas; originalmente, isto é, em Homero, a palavra “herói” não era mais que um nome dado a qualquer homem livre que houvesse participado da aventura troiana e do qual se podia contar uma história. A conotação de coragem, que hoje reconhecemos ser uma qualidade indispensável a um herói, já está, de fato, presente na disposição para agir e falar, para inserir-se no mundo e começar uma estória própria. E essa coragem não está necessariamente, nem principalmente, associada à disposição para arcar com as consequências; a coragem e mesmo a audácia já estão presentes no ato de alguém que abandona seu esconderijo privado para mostrar quem é, desvelando-se e exibindo-se a si próprio. A dimensão dessa coragem original, sem a qual a ação, o discurso e, portanto, segundo os gregos, a liberdade seriam impossíveis, não é menor se o “herói” for um covarde __ pode ser até maior.”
y
ainda sei pouco
do tudo que me cerca.
o bastante.
cílios que,
volteados,
apontam um céu...
das mãos
molhadas que,
saltam cachoeiras...
dos pelos
vassourando
cantos insondáveis...
sinto um quase tudo
nesse pouco
que sei.
vinte e nove de um agosto ventoso e quente...
sábado, 27 de agosto de 2011
sonantes...
céu canta defenestrando e doce guia
eu diria... meu passado é hoje guia pra você... é... você mesmo. você com y
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
o lavrador de café
moço
braço
aço
aço
braço
moço
aço moço
braço aço
moço aço
moço
fome
preto trabalho
amarga colheita
mesmo cansado
olhando o futuro.
ou será saudade
do passado...
braço
forte.
força pura,
dura mesma,
de um dia
em muitos meses.
abraçados
braços negados.
aço
brilho
lâmina corte
ara a terra
terra bruta
força o aço
lâmina fome
dum moço
pronto pra casar.
ai que penar...
já não sou mais moça
pra em teus
braços
pousar!
in memória de cândido portinari e inspirado no cheiro que senti diante da obra "o lavrador de café". tive um desejo profano de lamber o suor que derramava dos poros daquele quadro... êxtase... só não o fiz, graças à segurança no museu.
mirelaamarela, lembrei que você estava em alguma sala no mesmo museu... naquele mesmo dia... em companhia de outras musas.
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