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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

flora matos "pretin"

thiago petit

alexander !



é isso aí meu camaradinha... é grana na mão !


cena única de sônia braga
com paulo cesar peréio
no filme
eu te amo (1981)
do meu camaradinha

...


arnaldo jabor

com o coração na mão


paulo cesar pereio e vera fisher no filme
eu te amo
de arnaldo jabor

hoje amanheci de salto alto. desejo um tapete de gente para pisar !






aparece uma revoada de dragões sem cabeça

Meu Deus ! Ainda acreditam que é o nome exposto em letras garrafais
o que alegra o artista... coitados, não sabem o que falam e fazem...




Tu Mestre, por acaso pediu em tua cruz a placa com a inscrição:
Jesus de Nazaré Rei da Judéia


(...)



Não percebes que Maria escolheu a melhor parte?


eu sou a obra...
eu sou co-criador
de minhas criaturas


nada mais significa
nada mais
nada


criatura e criador
engolidos
e devorados
por suas línguas
mansas e molhadas


e a salsa ardente
queima
pula
em saltitante fogueira:
"Eu sou o que Sou"



um cavalo jovem

Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim é cada vez mais essencial e
verdadeiro.


Essa morte constante das coisas é o que mais dói.


Pelo menos
estou vivo.
Em movimento,
andando por aí, perdendo ou ganhando, levando porrada,
passando fome,
tentando amar.
"de cada luta ou repouso me levantarei forte
como um cavalo jovem",
onde foi que li isso?
sei: Clarice Lispector, meu Deus, foi em Perto do Coração Selvagem.
"aparece uma revoada de dragões sem cabeça."


I CHING, O Livro das Mutações, consultado no dia cinco de maio de 2011... ainda em Corumbá. Mais precisamente, sobre a ponte quebrada sob o rio Paraguai... na margem direita do rio.

"por que publicar o que não presta? Porque o que presta
também não presta. Além do mais,
o que obviamente não presta sempre me interessou muito.
Gosto do modo carinhoso do inacabado, daquilo que
desajeitadamente
tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão."


Clarice Lispector : A Legião Estrangeira

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

ainda sobre a estória (não-história) de muhpanzinho...


agora, segundo Marc Bloch in: "Apologia da História ou o Ofício do Historiador"


prefácio de Jacques Le Goff

"Entrar no teor deste livro é portanto grave. Trata-se de um tema sério, abordado em uma situação dramática. No entanto, Marc Bloch logo reencontra e repete uma das virtudes da história: "ela distrai". Antes do desejo de conhecimento, ela é estimulada pelo "simples gosto". E eis reabilitados, num lugar decerto marginal, limitado, a curiosidade e o romance histórico colocados a serviço da história.(...)

É preciso, portanto, para fazer a boa história, para ensiná-la, para fazê-la ser amada, não esquecer que, ao lado de suas "necessárias austeridades", a história "tem seus gozos estéticos próprios". Do mesmo modo, ao lado do necessário rigor ligado à erudição e à investigação dos mecanismos históricos, existe a "volúpia de apreender coisas singulares"; daí esse conselho, que me parece também muito benvindo ainda hoje: "Evitemos retirar de nossa ciência (histórica) sua parte de poesia".

Escutemos bem Marc Bloch. Ele não diz: a história é uma arte, a história é literatura. Frisa: a história é uma ciência, mas uma ciência que tem como uma de suas características, o que pode significar sua fraqueza mas também sua virtude, ser poética, pois não pode ser reduzida a abstrações, a leis, a estruturas."


terça-feira, 30 de agosto de 2011

estrondo sorrisos em gargalhadas quando estou feliz !






mossoró não te merece... o mundo é teu chão de estrelas 
...

danço quando estou feliz é ... feliz com y.


Boss in Drama - Teaser

folk heart - Meu Bem


Folk Heart - August


uma mesa em pirenópolis
pão de queijo
pequi
flor de pequi
água
fogo
fogo
fogo
fogo
fooooooooooogo!
na igreja.

mais banda uó - Não Quero Saber


Banda UÓ - mal acostumado


pinacoteca - le curiosism


banda uó - é de goiania ! é uó de bom !

 

o trio banda uó, de goiânia, transforma o
 tecnobrega em ritmo indie com letras
sacanas...

saíram da UFG ...
som moderno. bom demais sô !
a cena musical brasileira surpreendendo...
sempre
e mais.

aplausos para Sabbag, Mel e Carrilho.


criolo doido


o amor é importante. porra


criolo canta "não existe amor em sp"
mais um poeta ralando no asfalto. muito bom criolo... é nóis.

tulipa ruiz e criolo cantam "só sei dançar com você"


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quem é muhpanzinho e o que é sua máquina de errar no tempo ¿


Hannah Arendt responde em “a condição humana”


“A rigor, o domínio dos assuntos humanos consiste na teia de relações humanas que existe onde quer que os homens vivam juntos. O desvelamento do “quem” por meio do discurso e o estabelecimento de um novo início por meio da ação inserem-se sempre em uma teia já existente, onde suas consequências imediatas podem ser sentidas. Juntos, iniciam novo processo , que finalmente emerge como a singular estória de vida do recém-chegado, que afeta de modo singular as estórias de vida de todos aqueles com quem ele entra em contato. É em virtude dessa teia preexistente de relações humanas, com suas inúmeras vontades e intenções conflitantes, que a ação quase nunca atinge seu objetivo; mas é também graças a esse meio, onde somente a ação é real, que ela “produz” estórias, intencionalmente ou não, com a mesma naturalidade com que a fabricação produz coisas tangíveis. Essas estórias podem então ser registradas em documentos e monumentos, podem tornar-se visíveis em objetos de uso e obras de arte, podem ser contadas e recontadas e forjadas em todo tipo de material. Elas mesmas, em sua realidade viva, são de uma natureza inteiramente diferente de tais reificações. Falam-nos mais de seus sujeitos, do “herói” que há no centro de toda história, do que qualquer produto de mãos humanas fala do artífice que o produziu, sem, no entanto, serem produtos propriamente ditos. Embora todos comecem a própria vida inserindo-se no mundo humano por meio da ação e do discurso, ninguém é autor ou produtor de sua própria estória de vida. Em outras palavras, as estórias, resultado da ação e do discurso, revelam um agente, mas esse agente não é autor nem produtor. Alguém as iniciou e delas é o sujeito, na dupla acepção da palavra, seu ator e seu paciente, mas ninguém é seu autor.

Que toda vida individual entre o nascimento e a morte possa afinal ser narrada como uma estória com começo e fim é a condição pré-política e pré-histórica da história, a grande estória sem começo nem fim. Mas a razão pela qual cada vida humana conta sua história e pela qual a história se torna o livro de estórias da humanidade, com muitos atores e oradores e ainda assim sem quaisquer autores tangíveis, é que ambas resultam da ação. Pois a grande incógnita da história, que vem aturdindo a filosofia da história na era moderna, surge não somente quando consideramos a história como um todo e descobrimos que o seu sujeito, a humanidade, é uma abstração que jamais pode tornar-se um agente ativo; essa mesma incógnita tem aturdido a filosofia política desde os seus primórdios, na Antiguidade, e contribui para o desprezo geral que os filósofos, desde Platão, sempre dedicaram ao domínio dos assuntos humanos. A perplexidade é que em qualquer série de eventos que, no conjunto, compõem uma estória com um significado único, podemos quando muito isolar o agente que pôs o processo inteiro em movimento; e embora esse agente frequentemente continue a ser o sujeito, o “herói” da estória, nunca podemos apontá-lo inequivocamente como o autor do resultado final.

É por isso que Platão julgava que os assuntos humanos, resultante da ação, não deveriam ser tratados com grande seriedade; as ações dos homens se pareceriam com os movimentos de títeres conduzidos por uma mão invisível, oculta nos bastidores, de sorte que o homem parece ser o brinquedo de um deus. É digno de nota o fato de que Platão, que não tinha indício algum do moderno conceito de história, tenha sido o primeiro a inventar a metáfora do ator que, nos bastidores, por trás dos homens que atuam, puxa os cordões e é responsável pela estória. O deus platônico é apenas um símbolo do fato de que as estórias reais, ao contrário das que inventamos, não têm autor; como tal, é o verdadeiro precursor da Providência, da “mão invisível”, da Natureza, do “espírito do mundo”, do interesse de classe e de outras noções semelhantes mediante as quais os filósofos da história cristãos e modernos tentaram resolver o desconcertante problema de que embora a história deva a sua existência aos homens, obviamente não é, todavia, “feita” por eles.
(...)

A invenção do ator que se esconde nos bastidores decorre de uma perplexidade mental, mas não corresponde a qualquer experiência real. Com essa invenção, a história resultante da ação é falsamente interpretada como uma história ficcional, na qual um autor realmente puxa os cordões e dirige a peça. A história de ficção revela um produtor, tal como qualquer obra de arte indica claramente que foi feita por alguém _ e isso não é próprio do caráter da história mesma, mas apenas do modo pelo qual ela veio a existir. A diferença entre a história real e a ficcional é precisamente que esta última é “criada”, enquanto que a primeira não o é de modo algum. A história real, em que nos engajamos enquanto vivemos, não tem criador visível nem invisível porque não é criada. O único “alguém” que ela revela é o seu herói; e ela é o único meio pelo qual a manifestação originalmente intangível de um “quem” singularmente distinto pode tornar-se tangível ex post facto por meio da ação e do discurso. Só podemos saber quem alguém é ou foi se conhecermos a história da qual ele é o herói __ em outras palavras, sua biografia; tudo o mais que sabemos a seu respeito, inclusive a obra que ele possa ter produzido e deixado atrás de si, diz-nos apenas o que ele é ou foi.  (...)

O herói desvelado pela história não precisa ter qualidades heróicas; originalmente, isto é, em Homero, a palavra “herói” não era mais que um nome dado a qualquer homem livre que houvesse participado da aventura troiana e do qual se podia contar uma história. A conotação de coragem, que hoje reconhecemos ser uma qualidade indispensável a um herói, já está, de fato, presente na disposição para agir e falar, para inserir-se no mundo e começar uma estória própria. E essa coragem não está necessariamente, nem principalmente, associada à disposição para arcar com as consequências; a coragem e mesmo a audácia já estão presentes no ato de alguém que abandona seu esconderijo privado para mostrar quem é,  desvelando-se e exibindo-se a si próprio. A dimensão dessa coragem original, sem a qual a ação, o discurso e, portanto, segundo os gregos, a liberdade seriam impossíveis, não é menor se o “herói” for um covarde __ pode ser até maior.”

y


ainda sei pouco
do tudo que me cerca.


o bastante.


cílios que, 
volteados, 
apontam um céu...


das mãos
molhadas que,
saltam cachoeiras...


dos pelos
vassourando
cantos insondáveis...


sinto um quase tudo
nesse pouco 
que sei.


vinte e nove de um agosto ventoso e quente...



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

o lavrador de café


moço
braço
aço

aço
braço 
moço

aço moço
braço aço
moço aço

moço 
fome
preto trabalho
amarga colheita
mesmo cansado
olhando o futuro.
ou será saudade
do passado...

braço
forte.
força pura,
dura mesma,
de um dia
em muitos  meses.
abraçados
braços negados.

aço
brilho
lâmina corte
ara a terra
terra bruta
força o aço
lâmina fome
dum moço
pronto pra casar.

ai que penar...
já não sou mais moça
pra em teus
braços
pousar!


in memória de cândido portinari e inspirado no cheiro que senti diante da obra "o lavrador de café". tive um desejo profano de lamber o suor que derramava dos poros daquele quadro... êxtase... só não o fiz, graças à segurança no museu.

mirelaamarela, lembrei que você estava em alguma sala no mesmo museu... naquele mesmo dia... em companhia de outras musas.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

lonesome cowboys - andy warhol





andy warhol - blow job 1964









maptýpion cebactianý



a ordem das árvores... tulipa ruiz




raiz genético-histórica denoous







hannah arendt


a condição humana




tenham coragem
ousem ler este livro de hannah arendt




felicidade


marcelo jeneci no gremio recreativo

meu caderno de poesias foi roubado. um brochuras com cem páginas e muitas inéditas escritas a lápis... na capa, bem menininho, os transformers brincavam de transformação

aos filhos meus que pari no pantanal


Exposição Permanente: "tem uma água fervendo na cozinha"

__ Boa tarde!
__ Boa???!!! Com esse calor?
__ Benvindo ao museu de história do pantanal. Gostaria de conhecer a exposição?
__ Não, obrigado. Vim tomar um café amargo.
__ Desculpe-me senhor. Não servimos café.
___ Que pena. Vou procurar outro museu. Um que sirva café bem quente, onde pessoas educadoras conversam histórias da vida presente, na cozinha quente sem janelas e nenhum ventilador girando no teto, sem olhar para traz
nem para frente
mas para dentro de si
conscientes
...  


ao marcel jeffery


flor e espinho


nelson cavaquinho

nossa canção


malú magalhães canta "nossa canção" de roberto carlos para o filme "o bem amado"

petshop



nem pais
nem tios
nem vó.
triste família,
que dó.


temos cachorros
temos gatos
e temos peixes
nem tudo 
é perfeito.


sozinhos 
não ficamos.
família nos achamos!


temo filhos
tremo sobrinhos
teio netos
temos temores.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

nota de esclarecimento...


clarear o obscuro.

tarefa difícil,

caros e devotados

amigos.

estou como um gato preto

nas ruas,

embaixo das mesas

de bares

em calçadas sujas.

queridos,

vou

porque preciso me

re-encontrar.

perdido,

não continuo a minha,

a sua,

a nossa

história.

gato preto

revirando o lixo.

preciso me alimentar.

agora.

arroz com feijão,

amor com perdão.

saladas de alface

crespas...

crocantes.

perdoem-me

amigos.

preciso partir.

deixo

o muito de mim

que em vós

recriei (...)

revivi (...)

recobrei (...).

preciso partir.

tudo em mim

está partido.

vejo cores

ali,

logo ali.

bem ali.

onde todos vocês

re-unidos,

esperam

meu eu partido,

para com linhas

amigas,

costurarem (...)

cingirem (...)

remendarem (...)

um

eu

em vocês.

mas ainda

o mesmo,

aquele mesmo

de

um ontem

ferido (...)

cingido (...)

partido (...).

amigos refeitos.

anjos ?

asas imensas

sombreando

minha tristeza

encolhida.

tristeza partida,

fluida,

rarefeita,

desfeita.

tristeza?

onde?

quando?

um dia, quem sabe?

não saberei mais

o que é tristeza.

vou re-aprender a

Alegria

que nasce maiúscula.


(em 05 de maio de 2011 a caminho de casa)