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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
petshop
nem pais
nem tios
nem vó.
triste família,
que dó.
temos cachorros
temos gatos
e temos peixes
nem tudo
é perfeito.
sozinhos
não ficamos.
família nos achamos!
temo filhos
tremo sobrinhos
teio netos
temos temores.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
"véspera do escarro"
“Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!”
quarta-feira, 25 de maio de 2011
nota de esclarecimento...
clarear o obscuro.
tarefa difícil,
caros e devotados
amigos.
estou como um gato preto
nas ruas,
embaixo das mesas
de bares
em calçadas sujas.
queridos,
vou
porque preciso me
re-encontrar.
perdido,
não continuo a minha,
a sua,
a nossa
história.
gato preto
revirando o lixo.
preciso me alimentar.
agora.
arroz com feijão,
amor com perdão.
saladas de alface
crespas...
crocantes.
perdoem-me
amigos.
preciso partir.
deixo
o muito de mim
que em vós
recriei (...)
revivi (...)
recobrei (...).
preciso partir.
tudo em mim
está partido.
vejo cores
ali,
logo ali.
bem ali.
onde todos vocês
re-unidos,
esperam
meu eu partido,
para com linhas
amigas,
costurarem (...)
cingirem (...)
remendarem (...)
um
eu
em vocês.
mas ainda
o mesmo,
aquele mesmo
de
um ontem
ferido (...)
cingido (...)
partido (...).
amigos refeitos.
anjos ?
asas imensas
sombreando
minha tristeza
encolhida.
tristeza partida,
fluida,
rarefeita,
desfeita.
tristeza?
onde?
quando?
um dia, quem sabe?
não saberei mais
o que é tristeza.
vou re-aprender a
Alegria
que nasce maiúscula.
(em 05 de maio de 2011 a caminho de casa)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
não quero mais ir à escola
não mãe... por favor ...não
não quero ir.
não mãe
não vou mais
nunca mais.
não quero.
vou queimar meus cadernos.
quero aprender em casa
por favor mãe!
me deixa ficar:
juro que vou aprender todas
as tabuadas hoje.
mas aqui
pertinho de você.
pode desligar a televisão.
pode desligar o computador.
pode cortar o telefone.
pode até quebrar o meu Skate.
mas, por favor,
me deixe ficar em casa.
tenho medo de ir à escola
mãe.
mãe?
mãe?
mãe?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vidro de janela quebrada
estilhaços de vidro no chão
minha mãe dorme.
bala perdida.
amanhã volto pra escola.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
literatura e homoerotismo
“o essencial não é o que se fez do homem,
mas o que ele faz do que fizeram dele”
sartre, j.p.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
desejo leitores ousados
alguém aí????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
jean genet, 1985 BBC interview
não pude ser genet,
por isso
só,
por isso
só,
genetiquei um ser piorado.
assim, genet viveu e morreu em mim.
pode até ser que ,
um dia, talvez,
geneticamente modificado,
eu possa amar genet .
genet...
que vergonha da criatura que tu...
que eu...
que nós... criamos
para mim.
vou enforcar-te agora
em maços
de nicotina
engasgados !!!
câncer
na
tua
tua
garganta atolada.
vivo e morto genet !
vivo e morto genet !
meu caderno
caderno de
vinte e três pautas
ensina-me a escrever.
já escuto o rasgar
do grafite
arranhando tuas
páginas
irritantes e brancas;
falsas de um
vazio
pleno,
lento e pertinaz;
capaz;
audaz.
convocando
letras e grafias
para uma orgia literária.
daquelas em que
gramáticas são estupradas.
lembranças duma infância em que se catavam guaviras...
quero comer
guaviras pelo cú.
inteirinhas e
redondas.
deixá-las que façam
uma marcha inversa
pelo meu corpo,
até a boca
e no fim,
morder sua casca
dura,
fazê-la gozar
seu doce
líquido.
lembranças duma infância
em que se
catavam guaviras.
hoje,
vamos enfiar guaviras
ao cú.
estar: verbo futuro improvável
sei tarde
o quanto amanheci em você.
pra me acordar...
tive que gritar:
estamos surdos?!
estamos mudos?!
estamos os mesmos?!
próstatura
a cor vermelha
do
tomate
sara
minha próstata.
cura meu cú
de uma tristeza
longa...
larga...
e frouxa.
vou comer
muitos tomates.
saladas curam meu cú.
será ?
será?
sério?
será ema?
será que ela me ema?
será que me ama?
onde vive olhos azuis tão lindos?
no sul do mato?
no mato grosso?
não.
no grosso mato alagado do sul.
desejo uma série de abraços
de ti seriema !
havaianas azuis
paste cidreira
e acalme tua alma
oh... doce gelada criatura.
te oferto
minha loucura
ácida,
e minha vida curta
para que caminhes por ela
com tuas havaianas
azuis
terça-feira, 12 de abril de 2011
noousferatus in boemia cultural
dez anos de boemia cultural no ila instituto luis de albuquerque em corumbá, mato grosso do sul alagado.
fragmentos de anarco-literatura
POESIA PARA ADULTOS
com noousferatus
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